1- De antemão quero dizer que não conheço (fator que pretendo mudar) o game que originou o livro, e por isso logicamente estas considerações tratam apenas acerca da obra escrita por Oliver Bowden;
2 - Tive certa dificuldade de me conectar a história em seu primeiro terço, talvez por não conseguir acompanhar o andamento rápido e dramático da estória de Ezio Auditore;
3 - Aliás, o primeiro terço do livro é quando ele mais se aproxima de um game, como se o personagem fosse um avatar sob controle de um console que o leva a passar de fase, onde o principal motivo é matar (ou aprender), mesmo sem termos uma noção mais profunda do enredo, a não ser a vingança de Ezio Auditore aos que mataram sua família;
4 - No entanto a partir do segundo terço a estória ganha corpo, e a trama fica mais complexa, e o jovem pertencente ao Credo dos Assassinos começa a perceber que há mais coisas em jogo em sua lista de nomes a serem riscados. A partir daí com um Auditore exímio na ordem dos Assassinos e circulando pela renascença nos traga para o enredo de forma a queremos logo chegar ao ápice da trama;
5 - Uma das coisas interessantes do livro são justamente as referências (ou até mesmo mescla) à história, e seus célebres personagens, como Leonardo da Vinci, Maquiavel e o Papa Alexandre VI (Uma figura polêmica da Santa Sé para dizer o mínimo). Além disso a relação entre Da Vinci e Ezio Auditore vai além de que uma amizade casual, e trás importantes passagens ao livro;
6 - Não sei se para o bem ou para o mal, embora o livro seja econômico nas passagens sensuais (A cena mais explícita fica a cargo de Caterina Sforza mostrando sua figa para o séquito dos irmãos Orsi que ameaçam sua cidadela) muitas vezes deixando subtendido as partes mais profanas já que há prostitutas importantes ao enredo, porém não poupa nas descrições da morte, muita vezes provocadas pela batalha de Auditore, deixando um rastro de intestinos, cachoeiras de sangue, e corpos que queimam...
7 - Falando nisso, a resenha surgiu a partir da escolha do vencedor da promoção Batalhas Incríveis, e não há livro melhor para isso, já que ele nos trás uma porção de batalhas corpo-a-corpo, ou mesmo em guerra onde socos e espadas fazem crepitar sangue, ou faíscas... Ou seja, cheio de batalhas incríveis.
8 - Também é incrível como a lista de um assassino é volúvel, e tende sempre a ser espichada. E é exatamente isso que acontece com a saga de Ezio Auditore.
9 - O livro é escrito quase como um filme que se forma em nossa mente, e no fim por mais numeroso que sejam seus personagens, fica marcante da jornada do herói (ou anti-herói) Ezio Auditore, e o líder dos Templários, Rodrigo Bórgia, na mais perfeita disputa entre protagonista-vilão ao longo de muitos anos;
10 - Enfim, é uma boa leitura para os fãs de aventura, ação e de história também, pois o livro nos leva a querer pesquisar mais sobre os personagens históricos nesta mescla de ficção e personagens um tanto conhecidos e misteriosos, e que no final nos apresenta um capítulo apoteótico cheio de magia, cores, luz e teorias, algumas com as quais ainda estou tentando compreender melhor o desfecho e o destino dos personagens;
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